Filho de Pinochet admite que o ditador pode se entregar à justiça da Espanha
Madri, 10 (AE-ANSA) - O filho do ex-ditador espanhol Augusto Pinochet, Marco Antonio, disse que está sendo estudada a possibilidade de seu pai entregar-se às autoridades espanholas para evitar o longo processo de extradição da justiça britânica, que começa em Londres em 27 de setembro. Em declarações divulgadas na noite de ontem (09) pela CNN, na América Latina e na Espanha, Marco Antonio Pinochet admitiu que se pensa na opção da apresentação voluntária por causa da saúde de seu pai, que "a cada dia caminha com maior dificuldade e vive uma ansiedade crescente". De acordo com Marco Antonio, é difícil que as autoridades competentes acolham um pedido de libertação de seu pai por razões humanitárias. "O estado de saúde é algo objetivo que não se pode manipular, Uma pessoa pode ter um câncer terminal, porém, nada diz que vá morrer amanhã", acrescentou. No entanto, em Madri, um dos advogados do general Pinochet voltou a declarar hoje (10) que não tem conhecimento de nenhum suposto plano do ex-ditador de entregar-se voluntariamente às autoridades espanholas. "Isso nos tomaria totalmente de surpresa", disse o advogado, Fernando Escardo, à rádio privada Cadena Ser. "A idéia de Pinochet vir para a Espanha nunca havia sido mencionada. Ao contrário, a ênfase sempre tem sido o de manter a audiência em Londres", acrescentou. Escardo deu as declarações poucas horas antes de uma reunião agendada com uma missão militar chilena, que chegou a Madri no sábado. Apesar das versões publicadas pela imprensa chilena dizerem o contrário, a delegação militar nega que sua viagem tenha relação com o caso Pinochet ou com alguma eventual transferência do general para a capital espanhola.





