Filho de Pazzianotto nega favorecimento em concurso no TRT
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de abril de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 28 (AE) - Paulo Henrique Caruso Pazzianotto Pinto, filho do vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto, disse hoje que foi aprovado em segundo lugar no concurso para auxiliar judiciário realizado em 1992 pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo porque respondeu as respostas corretamente e preencheu "todos os requisitos exigidos". Ele negou a suspeita de ter sido favorecido por uma suposta fraude.
"Também prestei outros exames no mesmo TRT e não fui aprovado", contou. Ele disse que tentou ingressar no tribunal pela primeira vez em 1990, mas foi reprovado no exame. Em 1994, quando havia sido aprovado no concurso para auxiliar judiciário, ele prestou outro exame, desta vez para oficial de Justiça, mas não conseguiu classificação. A última tentativa ocorreu em 1995, quando prestou concurso para juiz e também foi reprovado. "Nunca fui favorecido", garante.
Pazzianotto Pinto, que que é formado em direito e atualmente exerce a função de secretário geral da presidência do TRT em Campinas, foi cauteloso ao comentar as suspeitas de desvio do dinheiro referente à taxa de inscrição para o exame realizado pelo tribunal em 1992. "Não conheço a fundo o problema; por isso, não posso dizer se houve irregularidade", disse. Segundo ele, na época, era normal o dinheiro das inscrições ser repassado para a instituição que organizava as provas. "Era uma prestação de serviço como outra qualquer", disse.


