Filhas pediam para mãe deixar vício
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segunda-feira, 28 de agosto de 2006
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Por 25 anos, Teresa (nome fictício) fumou um maço de cigarro por dia, inclusive durante as gestações das duas filhas, agora com 6 e 8 anos de idade. Há cerca de um mês, parou de fumar, e está ''adorando'', mas ainda tem medo de que alguma situação de estresse a leve de volta ao vício.
Além de fumar durante a gravidez, ela conta que também fumava dentro de casa, na frente das filhas, mas nunca tentou parar porque achava que não conseguiria. ''Nas duas vezes em que estive grávida tive muito medo de que elas tivessem algum problema, que nascessem com baixo peso. Eu acordava à noite e chorava, mas graças a Deus elas nasceram saudáveis. Tive muita sorte. Agora quanto a serem fumantes passivas nunca me preocupei porque deixava a casa aberta e fumava perto da porta ou da janela'', conta.
Hoje, as duas filhas ''estão felicíssimas'' porque a mãe parou de fumar. ''Elas sempre tiveram horror e falavam para eu parar. É um prazer não estar fumando. Foi muito mais prazeroso que sacrificante'', afirma. Ela conta que começou o programa para parar de fumar porque uma amiga a inscreveu. ''Fui (às reuniões) para não perder a amiga, mas achando que não ia voltar, e tive um amparo muito grande da família e dos amigos para parar'', relata.
Já a operadora de telemarketing Lucimeire de Oliveira fuma, há 24 anos, mais de um maço por dia. Ela começou com 16 anos, escondida do pai, e só contou quando já estava com o primeiro filho nos braços, aos 22 anos.
Foram quatro gestações - seus filhos hoje estão com 17, 16, 14 e 7 - mas ela nunca nem pensou em parar de fumar porque acha que não vai conseguir. ''A gente sabe que faz mal, mas não consegue''. A única concessão, segundo ela, é não fumar dentro de casa, porque o filho mais velho ''tem pavor de cigarro'' e sofre de asma, rinite e bronquite.


