Curitiba- Apesar das dificuldades financeiras muitos lares para idosos filantrópicos conseguem se manter e já estão procurando atender da melhor forma possível a nova resolução. ''Para nos mantermos temos uma equipe que faz crochê, tapeçaria e vendem o material. A família dos idosos também precisam colaborar com um pouco'', diz o responsável pela Associação de Amparo ao Idoso São Sebastião. Eliane Santos. ''A Receita Federal nos ajudou esses tempos com doações. Mas dos órgãos públicos não vem um centavo'', reclama.
O Lar comandado por Eliane, que o fundou como forma de ''agradecimento'' por ter se curado de um câncer, possui 17 idosos carentes. A maior parte deles possui distúrbios mentais e é dependente de cuidados especiais. E, apesar da dificuldade de pagar os profissionais, os idosos têm assistência médica, fisioterapêutica e psicológica. ''Conseguimos manter uma boa qualidade de atendimento. Mas é claro que, se fosse possível financeiramente, o ideal era ampliar o número de profissionais'', afirma a responsável técnica pelo Lar, a psicóloga Leila Almeida.
''Minha família já morreu e eu não tive filhos. Sofri derrame e depois fui para um casa de idoso. Depois vim para cá. Não tenho onde ficar. Mas aqui sou bem-tratado'', relata um dos idosos do Lar São Sebastião, 60 anos, que preferiu não revelar seu nome. O idoso é exemplo da maioria que precisa de uma casa de longa permanência: está doente e não tem a quem recorrer.(A.B.)

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