Fila de espera de transplante é menor no Sul e Sudeste
Existe uma enorme desigualdade entre os brasileiros quando o assunto é transplante de órgãos. Enquanto em São Paulo uma pessoa espera no máximo até dois anos e meio na fila por um órgão novo, em Mato Grosso, esse tempo passa para até 31 anos. Quando a cirurgia é urgentíssima, o tempo de espera no Rio Grande do Sul é de um ano e em Alagoas, mais de 11.
A partir de análises estatísticas, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) levantou os tempos máximos e mínimos que um paciente fica na fila de espera por um órgão no Brasil. Os números observados fazem parte do SNT (Sistema Nacional de Transplantes) entre 2004 e 2006.
Foram estimados os tempos de espera para transplantes de coração, córnea, fígado, pulmão, rim, pâncreas, e transplante simultâneo de rim e pâncreas. Os resultados indicam redução na espera por alguns órgãos (córnea, e pâncreas) e elevação em outros (fígado, coração, rim/pâncreas).
Em 2006, 63.975 pacientes esperavam por um novo órgão e apenas 14.098 passaram pelo transplante. Juntas, as regiões Sul e Sudeste somam 10.676 operações. Só no estado de São Paulo foram 6.433 cirurgias. Mato Grosso foi o Estado que menos realizou transplantes (40), seguido por Alagoas (43) e Sergipe (65).





