Fila chega a dois quarteirões
Solicitar a confecção da Carteira de trabalho em Curitiba durante estas férias virou um verdadeiro exercício de resistência física e paciência. Na frente da sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), no centro da cidade, as pessoas começam a formar fila a partir das três horas da madrugada, na tentativa de garantir uma das 150 senhas distribuídas diariamente para a confecção de carteiras. Aos poucos, a fila vai aumentando. Às 8 horas, quando o atendimento inicia, a fila já atinge quase dois quarteirões. Distribuídas as senhas, entre 30 a 50 pessoas são obrigadas a dar meia-volta e resignar-se a voltar no dia seguinte, desta vez mais cedo, para garantir um lugar.
Na fila, as pessoas reclamam de falta de informação sobre os documentos exigidos para confeccionar a carteira, curto horário de atendimento ao público, da inexistência de um local apropriado para esperarem e da falta de segurança a que ficam expostas. Eles dão a informação pela metade, não explicam os documentos necessários. Também não fazem nenhuma triagem com a fila para saber se todo mundo que está aqui veio fazer carteira, reclamava a montadora de projetos Jussara Pereira, de 33 anos.
A bancária Regina Helena Pasos e sua amiga Maria de Lourdes Kruger conseguiram o primeiro lugar na fila. Mas para isso tiveram que chegar ao local às 3h30, ficando quase cinco horas de pé aguardando o início do atendimento. O problema é que a gente tem que passar a noite nessa rua, que é super-perigosa, não tem nenhum movimento, só passa expresso, dizia Regina. (Maigue Gueths)





