Fiesp quer criar fórum para enfrentar reajuste de preços na construção
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 08 (AE) - A Comissão da Indústria da Construção (CIC), da Fiesp/Ciesp decidiu hoje, em reunião na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que criará um fórum permanente de discussão dentro da cadeia produtiva do construbusiness para resistir aos aumentos abusivos de preços no setor. A principal proposta apresentada pela CIC é a de não aceitar a volta da inflação, o aumento do desemprego, a recessão e a paralisação do segmento.
O coordenador da CIC, José Carlos de Oliveira Lima, disse que essas propostas foram entregues hoje para o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (DEREX), da Fiesp/Ciesp, Luiz Fernando Furlan, que hoje presidiu interinamente a presidência da Fiesp em reunião semanal da diretoria da entidade.
Segundo Oliveira Lima, na proposta da CIC o governo também terá sua cota. "Vamos exigir do governo que não se pratique aumentos de preços de tarifas públicas e de impostos, e a redução do déficit público e dos juros", disse Oliveira Lima. De acordo com o coordenador da CIC, o fórum permanente deverá renegociar todos os aumentos anunciados até agora por fornecedores. Oliveira Lima citou a alta de 20% do PVC, 12% do alumínio, 20% do cobre, 7,5% do aço e 10% do vidro. "Temos que segurar os preços para evitar que o setor pare", declarou ele.
De acordo com Oliveira Lima, o setor da costrução não pode repassar esses custos para os preços dos imóveis, que têm reajustes anuais. O fórum reúne vários setores da cadeia produtiva da construção civil, com 50 representantes que vão desde os produtores de materiais e insumos até comerciantes de imóveis e construtores. O coordenador da CIC informou ainda que o setor vem enfrentando recessão desde o ano passado, quando registrou 20% de queda da atividade em relação a 97. Segundo ele
já se pode perceber a paralisação de várias obras, como as da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo estadual. "A reativação do construbusiness será uma das principais ferramentas para amenizarmos o problema do desemprego". O setor emprega hoje 3,5 milhões de trabalhadores e responde por 14,8% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo informou o coordenador da CIC.
A Fiesp deverá encaminhar por meio da Confederação Nacional da Indústria, as propostas da CIC ao governo. A Comissão deve se reunir na próxima semana para continuar a discutir o assunto.


