Fiesp pede medida enérgica do governo para acabar com greve
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por José Antônio Rodrigues e Denise Carvalho 
São Paulo, 28 (AE) - O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, pediu hoje que o governo tenha uma ação "enérgica, urgente e determinada" com relação à greve dos caminhoneiros. Piva afirmou que os empresários de São Paulo estão preocupados com o risco de desabastecimento causado pela paralisação dos transportadores de cargas. "Os telefones da Fiesp estão congestionados. Os sindicatos de todas as cidades estão preocupados com a crise de abastecimento e com a falta de solução definitiva por parte do governo", disse Piva.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo questionou o tratamento dado pelo governo à questão. Segundo Piva, a paralisação dos caminhoneiros é diferente de uma greve setorial ou de uma empresa porque envolve abastecimento, produção e estocagem. "As empresas estão tendo dificuldades para receber mercadorias e atender os pedidos de países e do mercado nacional porque as estradas estão paradas", afirmou Piva. Ele explicou que as empresas se acostumaram a fazer baixos estoques, em razão do alto custo do dinheiro e de armazenagem, e
agora, se complicam para receber e entregar os produtos encomendados. "Como vamos entregar as mercadorias para clientes internos e externos?", perguntou.
Horácio Piva argumentou que a greve dos caminhoneiros modifica toda a estrutura logística e de trabalho das empresas, ressaltando que o governo brasileiro não está sabendo mensurar a importância da greve e os resultados que ela pode desencadear. "Com todos os problemas que o Brasil já vive, não é possível deixar que uma crise como esta afete a indústria sem que o governo tome uma atitude.", reclamou Piva. O presidente da Fiesp lembrou dos transtornos causados na França em razão de uma greve dos caminhoneiros.


