São Paulo, 7 (AE) - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está negociando com órgãos governamentais a unificação dos três fundos de aval para empréstimos a pequenas e médias empresas no estado de São Paulo. Mário Bernardini, diretor do Departamento de Competitividade Industrial da Fiesp, diz que atualmente a pequena indústria, para conseguir financiamentos, precisa se adaptar a exigências diferenciadas conforme o órgão que concederá o aval
Segundo o empresário, um dos problemas básicos de fluxo de financiamentos para as pequenas empresas é o das garantias (ou avais) aos empréstimos. O empresário afirma que a Fiesp está procurando conversar com os dirigentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Serviço Brasileiro de Apoio à Micro, Pequena e Média Empresa (Sebrae), Nossa Caixa-Nosso Banco e secretaria da Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, para unificar os critérios e as porcentagens cobertas dos financiamentos.
Segundo ele, a Nossa Caixa pediu cadastramento para operar com Finame (agência de financiamento de máquinas e equipamentos) junto ao BNDES, mas não está operacional. As garantias para os financiamentos são ainda parcias e também diferenciadas. O BNDES dá garantia, por exemplo, a 70% do empréstimo; o Sebrae, 50% e, no caso da Nossa Caixa, ainda não há regulamentação.
Bernardini afirma também que é preciso que os agentes distribuidores do crédito do BNDES (basicamente, bancos privados) unifiquem a análise de crédito e não peçam garantias complementares. O empresário observa que se o Sebrae concede garantia de 50% do crédito, o banco privado exige garantia para o resto do empréstimo.
"Não é possível, no entanto, que para um empréstimo de R$ 100 mil, o banco privado exija uma garantia de R$ 200 mil" para distribuir um fundo do BNDES, afirma Bernardini. Segundo o empresário, não adianta nada ter garantia do BNDES, por exemplo, se o banco privado continua pedindo todas as garantias que exigia antes de existir o fundo de aval.

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