São Paulo, 14 (AE) - O conjunto de medidas anunciado hoje para reduzir o custo do crédito não deverá contribuir para tornar melhor o Natal deste ano, segundo empresários do setor industrial. A diretora do Departamento de Pesquisas Sócio-Econômicas (Depecon), da Fiesp, Clarice Seibel, disse hoje que o governo precisa acelerar a aplicação das medidas que vem anunciando. "Por enquanto o cenário continua sendo de incerteza
mas não se pode negar que o impacto das medidas será positivo do ponto de vista psicológico."
Recente pesquisa feita pela Fiesp mostrou que mais da metade dos empresários não sentiu efeito nenhum das medidas anunciadas pelo governo anteriormente. "Falta caráter de urgência nas providências tomadas com objetivo de aliviar o custo do crédito. "A atitude dos empresários é de extrema cautela, o que repercute nas decisões e na contratação de novos funcionários, disse Clarice.
O efeito mais rápido exigível será o da redução do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% para 1,5%, segundo a diretora da Fiesp "É claro que isso deverá estimular o consumo de bens duráveis". Também terá resultado positivo a determinação para que os bancos divulguem as taxas de juros que cobram, diz. "Dará transparência a operações estimular a competição entre as instituições financeiras e permitirá que o consumidor exerça a cidadania."

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