Fiesp critica reforma ministerial sem planejamento
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domingo, 11 de julho de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 12 (AE) - Antes de uma reforma ministerial, o presidente Fernando Henrique Cardoso deveria fazer um planejamento de governo com metas claras e a locação de recursos. A opinião é do presidente do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Bóris Tabacof. "A questão em discussão não é de substituição de pessoas, mas da definição clara e concreta de prioridades", afirmou Tabacof.
O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, Luiz Fernando Furlan, tem a mesma avaliação. "Se não tem definição de projeto, é melhor o presidente Fernando Henrique deixar o ministério como está", afirmou Furlan. Embora considere uma preocupação normal e justa à manutenção de uma base de sustentação política no Congresso, Tabacof acha "que falta uma articulação dentro do próprio ministério", porque o fator partidário está se sobrepondo à necessidade de uma atuação harmoniosa com objetivos comuns. De acordo com ele, objetivos sociais não são "antagônicos" aos econômicos, desde que haja um programa comum a toda equipe governamental.
Evitando citar nomes, Bóris Tabacof disse que o ministério é "preponderantemente formado por pessoas competentes". "É preciso, no entanto, que todos trabalhem com os mesmos objetivos
mesmo que isso contrarie a opinião de alguns." Segundo Tabacof
o momento agora é de direcionar esforços pela volta gradual do crescimento econômico.


