Fiesp critica pequeno intercâmbio comercial Brasil-México
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segunda-feira, 26 de abril de 1999
Por Carla Franco 
São Paulo, 27 (AE) - O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luiz Fernando Furlan, considerou "uma vergonha" a relação comercial entre o Brasil e o México. "Os dois países estão de costas um para o outro: México voltado para o Norte e o Brasil, para o Sul", afirmou ele, referindo-se à pauta de exportações mexicanas para os Estados Unidos e à brasileira para o Mercosul.
O empresário inaugurou hoje, na Fiesp, o "Encontro Empresarial Brasil-México", que antecede a visita dos presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e do México, Ernesto Zedillo, amanhã (28) à entidade. Para Furlan, o fluxo comercial entre os dois países poderia "duplicar, ou mesmo triplicar em curto espaço de tempo".
Brasil e México, as duas maiores economias da América Latina, têm um fluxo inferior a US$ 2 bilhões. O principal mercado importador dos produtos mexicanos são os Estados Unidos. As exportações brasileiras tiveram como principais mercados compradores no ano passado a União Uuropéia, o Mercosul, e os Estados Unidos, com US$ 9,7 milhões.
As exportações brasileiras direcionadas ao México totalizaram US$ 1 bilhão. Entre os principais produtos exportados estão automóveis, componentes para a indústria automobilistica, produtos minerais e soja. O México exporta para o Brasil petróleo, automóveis, medicamentos e componentes para a indústria eletroeletrônica.


