Fiesp condena eventual criação de imposto seletivo
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sexta-feira, 21 de maio de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 22 (AE) - A possibilidade de criação de um novo imposto seletivo sobre energia, que está sendo analisada com a reforma tributária que vai ser discutida no Congresso, já incomoda a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade é contra a idéia, segundo o diretor de Energia da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Luis Gonzaga Bertelli.
A opinião da Fiesp sobre o assunto já tem também acolhida na Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia Elétrica (Abrace), que segundo o seu presidente, Carlos Anísio Figueiredo, vê em um novo imposto mais uma fonte de retirada da competitividade dos preços dos produtos fabricados pelas diferentes indústrias.
A Fiesp e a Abrace entendem que o governo, com a retirada do ICMS sobre vários produtos, desde alimentos até sua redução na área de automóveis, pode querer recuperar o que perdeu em termos de arrecadação com o imposto seletivo sobre energia.
Outro especialista em energia, o diretor executivo da Abrace, Paulo Ludmer, também é contrário à criação de um novo imposto, salientando que pelas informações que chegam de Brasília, este tributo incidiria não somente sobre a energia elétrica, mas também sobre combustíveis.


