Fiesp comemora mudança na TJLP
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 22 (AE) - A diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Clarice Seibel, comemorou o anúncio da mudança na metodologia de cálculo para a TJLP, que passará para 12,5% a partir de 1º de outubro.
"A indústria só tem a comemorar essa decisão que faz parte de um conjunto coerente que viabiliza um novo alento à demanda e à produção", afirmou a diretor da Fiesp.
"Investimentos inviáveis, com a taxa anterior, passam a ser competitivos na relação custo-retorno", explicou Clarice. Apesar dessa desoneração no custo dos empréstimos, ela não acredita que aumentará muito a demanda por empréstimos juntos ao BNDES, a única instituição que oferece financiamentos a longo prazo para os empresários. Isso, segundo ela, porque apenas as grandes empresas são potenciais candidatos a essas linhas de crédito.
A diretora da Fiesp elogiou a mudança de metodologia da TJLP, que atrelou o cálculo dessa taxa ao desempenho da metas inflacionárias e, consequentemente, da taxa Selic. "A partir de agora, aumenta a influência da Selic sobre a TJLP e, consequentemente, sobre o crescimento do Produto Interno Bruto"
disse Clarice, ponderando que, até agora, a redução da Selic tinha um efeito "diametralmente oposto".
Ao longo de 1999, apesar da trajetória de queda da Selic após a elevação inicial em consequência das desvalorização do real, a TJLP foi seguidamente elevada. No final do primeiro trimestre, a taxa anual foi fixada em 12,84%. Três meses depois, subiu para 13,48% e, no final do terceiro trimestre, a TJLP chegou a 14,05%. "Pela metodologia antiga, parte do potencial da Selic, em termos de crescimento, era desperdiçado", disse Clarice Seibel.


