São Paulo, 17 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, disse hoje na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que a comissão tripartite que acompanha a reforma tributária avançou em seu trabalho na semana passada e na reunião de amanhã deverá apenas examinar detalhes permitindo que a emenda aglutinativa ao texto já aprovado pela comissão especial da Câmara seja escrito nesta semana. Trata-se de uma previsão otimista, admite o próprio ministro, já que persistem algumas divergências em relação ao tema pacto federativo.
O ministro acredita que, nessa primeira fase, serão aprovados apenas os tópicos genéricos, ficando os detalhes e as divergências na forma de lei complementar. O ministro fez as afirmações depois de ouvir do presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, pedido para que "corra atrás das forças que impedem a reforma tributária." Piva disse ao ministro que use sua influência para fazer com que a reforma aconteça, e aconteça rápido. "Ou ela sai nas próximas semanas ou não veremos a reforma tributária", afirmou Piva ao ministro.
Alcides Tápias disse que o decreto do governador Mário Covas (PSDB), estabelecendo salvaguardas contra a guerra fiscal, é uma forma de o governo resguardar seus interesses. Na interpretação do ministro, o decreto sinaliza a outros Estados que São Paulo tem instrumentos à mão no caso de a guerra fiscal não terminar com a aprovação da reforma tributária. "Com a salvaguardas, ele teria meios para defender o Estado". Tápias evitou manifestar apoio ao decreto, mas afirmou que se alguns governos têm poder de decidir se atraem ou não empresas, o outro governador tem de ter meios para evitar que as empresas migrem. "É um processo natural em clima federativo."

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