Fiergs espera melhor atendimento com Gros no BNDES
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Sergio Bueno 
Porto Alegre, 23 (AE) - O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Francisco Renan Proença, espera que a mudança de comando no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) elimine o "fosso" existente entre a instituição e setores da indústria brasileira que precisam ser "melhor atendidas". Para ele, a substituição de Andrea Calabi por Francisco Gros na presidência do banco, determinada pelo ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, deve conduzir a uma relação "mais clara e mais transparente" com as empresas nacionais.
"Não se trata de um exercício nacionalista", mas o governo federal deve ser mais voltado à "problemática nacional" disse o presidente da Fiergs. Segundo ele, o BNDES não pode funcionar "para os que não precisam" e estimular as empresas que necessitam de apoio, "sem paternalismo mas com atenção redobrada aos setores que não estão sendo assistidos adequadamente".
Proença reafirmou sua confiança no ministro Alcides Tápias. "É competente e habilidoso politicamente". Ele considerou "natural" a substituição de Calabi por Gros. "O ministro está recompondo sua equipe, porque alguns ajustes poderiam estar sendo dificultados por diferenças de opiniões entre seus integrantes", comentou.
Setores- O presidente da Fiergs pediu atenção do BNDES a dois setores da indústria gaúcha que enfrentam problemas mais "gritantes". Um deles é o pólo moveleiro de Bento Gonçalves, na região serrana do Estado, que viu o número de empresas cair de 130 para 70 nos últimos dois a três anos, explicou. Proença também quer maior apoio para a modernização do setor coureiro do Rio Grande do Sul. O objetivo é estimular a industrialização do couro "wet-blue", matéria-prima para a fabricação de calçados, hoje exportado "sem valor agregado" para países que competem com a indústria calçadista brasileira, como Portugal, Itália, Espanha e China.


