‘‘O Brasil não vai acabar. E muito menos o Paranᒒ. É com esse pensamento - realista e não otimista - que o presidente da Federação das Indústrias e do Sebrae Paraná, José Carlos Gomes Carvalho, aposta na ampliação dos investimentos no Estado. Ele está respaldado também por uma sondagem industrial que espelha a visão de líderes industriais paranaenses em 1998 e 1999, realizada pela entidade que preside.
O documento revela que é menor o número de empresários otimistas em relação a 1999. Ao responder sobre assuntos internacionais, produtividade, competitividade, estratégias de venda e de compra, e qualidade e infra-estrutura, 61,93% alimentam expectativas favoráveis para o próximo ano, enquanto na pesquisa anterior (1997) 80,35% manifestaram otimismo quanto à evolução favorável dos negócios.
Para o presidente da Fiep, o Brasil precisa entrar nos eixos em 1999 e canalizar investimentos em infra-estrutura. ‘‘Nossa visão empresarial vai somente até a ponta do nariz’’, lamenta Carvalho, afirmando que isso não pode mais acontecer. ‘‘Nós temos que ser mais ousados’’, sugere.
Perspectivas No caso paranaense, o empresário mostra que os números da sondagem são otimistas. Enquanto 61,93% afirmam que vão investir no próximo ano, 21,83% se mostraram indecisos e 16,24% pessimistas. A pesquisa da Fiep aponta que 30,93% dos empresários realizarão algum tipo de investimento em 1999; 16% acreditam em aumento do nível de emprego industrial e apenas 9,87% manifestaram desinteresse em investir.
Há uma expectativa positiva para a economia, principalmente nos estados do Sul no próximo ano, sustenta Carvalho. A nova etapa industrial que se iniciou com a instalação das montadoras na região metropolitana de Curitiba e os investimentos que serão realizados em setores como agroindústria vão alavancar ainda mais a economia paranaense, observa o presidente do Sistema Fiep.
Os empresários paranaenses estão satisfeitos (ou bem servidos) em termos de infra-estrutura. Os suprimentos de energia elétrica, telecomunicações, rodovias estão na medida adequada. A insatisfação, porém, é razoável com os serviços portuários e das ferrovias. Quanto à concessão de incentivos fiscais, apenas 9,87% dos questionados disseram que os benefícios fiscais do Paraná representam uma vantagem para localização aqui e não em outros estados.

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