Havana, 27 (AE-AP) - A preocupação com o destino de um menino enfermo superou hoje (27) divergências políticas, quando o presidente Fidel Castro autorizou um governador americano de visita à Cuba a regressar com o paciente de sete anos para ser tratado nos Estados Unidos.
O menino, Raudel Alfonso García, sofre de hipertensão portal, uma doença potencialmente mortal que produz pressão alta do sangue que flui de vários órgãos para o fígado. Os médicos cubanos não têm os meios necessários para tratá-lo.
Num discurso na Universidade de Havana antes de regressar aos Estados Unidos, o governador de Illinois, George Ryan, disse que tinha ido a Cuba a fim de "construir pontes. Partimos com a convicção de que essas pontes são firmes."
"Mudamos a visão que os americanos têm de Cuba e a que os cubanos têm dos Estados Unidos", acrescentou.
Fidel, vestido com seu habitual uniforme verde-oliva, estava na primeira fila.
Ryan disse que pretende promover um maior intercâmbio entre Cuba e seu estado nos campos do esporte, saúde, educação e comércio. Ele afirmou que criará um conselho de intercâmbio.
"Nossas línguas são diferentes, nossas culturas e economias são diferentes, assim como são diferentes nossas filosofias de governo", disse. "Mas isso não significa que Cuba e Illinois não sejam compatíveis. Existe um forte vínculo que nos une. Mais que tudo, compartilhamos o desejo de melhorar a condição humana".
Durante a noite, Ryan havia conversado por cerca de sete horas no Palácio da Revolução, sede do governo de Cuba, com Fidel.

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