Fibromialgia requer tratamento complexo
Por sua complexidade, a fibromialgia requer um tratamento muito mais abrangente que apenas o uso de medicamentos. O primeiro passo é a informação.
A reumatologista Margarida Fernandes Carvalho, de Londrina, explica que é muito importante que o paciente saiba que o que ele sente é real, não imaginário, já que a doença dá margem a dúvidas para os outros e para a própria pessoa. Só de saber que é uma doença reconhecida pela medicina e que pode ser tratada, o paciente já tira 50% do peso das costas, porque ninguém acredita nele, afirma.
O tratamento farmacológico, explica Margarida, inclui drogas que atuam na liberação da serotonina, o que ajuda a melhorar o ânimo e a vontade do paciente, e medicamentos como os antidepressivos tricíclicos, que atuam no sistema nervoso central para diminuir a percepção da dor.
O tratamento não-medicamentoso, que deve ser feito em conjunto com o uso de remédios, inclui a prática de exercícios físicos, que também ajuda na liberação de serotonina. Mas a prática dos exercícios, alerta a reumatologista Evelin Goldenberg, de São Paulo, deve ser orientada, já que traz benefícios, mas também pode piorar a situação. Feito na medida correta, melhora a dor, mas, se for demais, piora. Pacientes com fibromialgia normalmente não se dão bem com exercícios que tem muita carga e muita repetição, explica.
Em alguns casos, a psicoterapia também é indicada. A terapia pode ajudar o paciente a mudar a forma de encarar os problemas, explica Evelin. E muitas vezes o paciente tem distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade, que precisam ser tratados, ressalta Margarida.
A fisioterapia também é importante, já que alguns pacientes podem ter contraturas musculares graves, o que causa rigidez do braço ou da perna, explica Margarida. Hidroterapia e banhos de água quente também colaboram para diminuir a dor, ao contrário do frio, que piora a situação.
Tudo que leva ao relaxamento muscular, mas que principalmente melhore a qualidade de vida, apontam as especialistas, ajuda no controle da dor. Por isso, acupuntura, yoga e pilates são outras boas formas de controlar a doença. O melhor tratamento é ser feliz, conclui Margarida. (C.P.)





