Fiat prevê economia de US$ 300 mi na América Latina no 3º ano da aliança
Fiat prevê economia de US$ 300 mi na América Latina no 3º ano da aliança15/Mar, 15:53Por Cleide SilvaSão Paulo, 15 (AE) - A aliança entre a Fiat e a General Motors, anunciada nesta semana, vai resultar em uma economia, na América Latina, de cerca US$ 300 milhões a partir do terceiro ano de atuação conjunta e de US$ 500 milhões a partir do quinto ano. A maior parte desse montante virá do Brasil, onde as duas empresas mantêm suas principais operações na região. O superintendente da Fiat Automóveis do Brasil, Gianni Coda, disse hoje que esse benefício representa entre 20% e 25% do total que os dois grupos pretendem economizar na Europa e América Latina. O negócio prevê a unificação da produção de motores e transmissões e a compra conjunta de matérias-primas e componentes. Com a aliança, a GM passou a deter 20% das ações da Fiat que, por sua vez, ficou com 5,1% das ações da maior montadora do mundo. Hoje, Coda se reúne com o presidente da GM do Brasil, Frederick Henderson, para iniciar as discussões sobre a criação de duas joint-ventures que vão comandar os novos negócios de produção e compras no País. Coda não acredita em queda nos preços dos carros no curto prazo. "É difícil reduzir preço quando se está perdendo dinheiro", afirmou. A Fiat brasileira, segundo ele, registrou prejuízos de R$ 10 milhões em 1998. O balanço do ano passado ainda não foi fechado, mas ele acredita que a empresa não terá lucro, nem prejuízo. No futuro, a aliança poderá resultar na criação de plataformas conjuntas para produzir veículos para mercados onde as duas companhias não estão presentes, como por exemplo em algumas regiões da ásia. Coda garantiu que não estão previstas demissões de trabalhadores. "Ao contrário, se ficarmos mais competitivos e as vendas aumentarem, haverá contratações", afirmou. Ele prevê que a produção total de veículos na América Latina neste ano deverá ficar em 2,4 milhões de unidades, volume que chegará a 3 3 milhões em 2003.





