São Paulo, 08 (AE) - A direção da Fiat informou hoje que as 32 demissões homologadas na quinta-feira são de funcionários que não estavam apresentando desempenho de acordo com as expectativas da empresa, pediram o desligamento ou se aposentaram. Segundo a montadora, não há qualquer ligação com a participação desses funcionários no protesto realizado na semana passada, que resultou em confronto entre sindicalistas, seguranças da Fiat e Polícia Militar.
O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Narcisio Ramos Penido, voltou a garantir hoje que parte dos funcionários demitidos afirmou ter sido comunicado, no momento da dispensa, que o motivo foi a participação no movimento.
A Fiat também afastou oito funcionários que são diretores do sindicato e abriu inquérito para apurar a participação deles no protesto, organizado na quarta-feira da semana passada pela CUT e Força Sindical como parte do chamado "festival de greves", que tem como objetivo forçar as montadoras a negociar um contrato coletivo nacional de trabalho para o setor automobilístico.
A direção das duas centrais sindicais encaminhou denúncia contra a empresa à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e entidades sindicais internacionais estão solicitando audiência com o presidente mundial da Fiat, na Itália, para discutir o assunto. As lideranças sindicais também pediram uma audiência com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, para denunciar a violência da PM mineira e o fato de, durante a manifestação, policiais terem seguido ordens do chefe da segurança da Fiat.

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