Lima, 22 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender agora há pouco, em Lima, a necessidade de o Congresso aprovar ainda este ano a Lei de Responsabilidade Fiscal e a reforma tributária. Quanto ao imposto contra a pobreza, proposto pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), ele esclareceu que o que quis dizer ontem (21), ao comentar o assunto, é que existem no governo muitos mecanismos para combater a pobreza e que, "como todo mundo sabe, não vai ser resolvido com uma simples decisão, uma medida só". Sobre a idéia de promover novas demissões de servidores públicos, ele disse que "o Brasil possui funcionários altamente qualificados", mas ponderou ser inegável haver distorções, como a concentração de servidores em locais onde isto não é necessário e a falta deles onde há carência. Ele ressaltou, contudo, que o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, está cuidando do assunto e que, se houver demissões, elas serão voluntárias. Em resposta a uma indagação acerca de uma suposta infiltração de elementos do movimento guerrilheiro peruano Sendero Luminoso no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Amazônia, Fernando Henrique disse que não tem conhecimento disso. "As autoridades estão advertidas, mas não há nenhum elemento que confirme esta informação", afirmou. Questionado sobre a denúncia de favorecimento de Goiás na destinação de verbas pelo pelo ex-secretário de Políticas Regionais e agora secretário de Políticas Urbanas, o goiano Ovídio de ¶ngelis, Fernando Henrique esquivou-se: "Estou no exterior, e tenho de me informar primeiramente sobre o que aconteceu", alegou.

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