FHC tenta minimizar pressões por indicação de Tereza Grossi
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quinta-feira, 02 de dezembro de 1999
Por Isabel Braga 
Brasília, 02 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso evitou hoje confirmar a indicação de Tereza Grossi para a Diretoria de Fiscalização do Banco Central (BC). Por intermédio de seu porta-voz, Georges Lamazire, Fernando Henrique avisou apenas que está "examinando" o assunto e que ainda não tomou qualquer decisão. Há uma forte tendência no Senado em vetar o nome de Tereza Grossi, entre outros motivos, porque ela está sendo processada pelo Ministério Público por denúncias levantadas pela CPI do Sistema Financeiro.
Hoje, depois de participar de solenidade no Planalto, o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) evitou criticar abertamente a indicação e o fato de a mensagem, com o nome de Tereza não ter sido enviada ao Senado. Mas afirmou: "se a mensagem está demorando é porque ou está se removendo problemas ou há dificuldades". Mais cedo, ao ser indagado sobre a indicação, o senador comentou acreditar que "o Banco Central e o Senado" estariam "em pausa para meditação".
O nome de Tereza Grossi foi escolhido pelo atual presidente do Banco Central, Armínio Fraga, em substituição a Luiz Carlos Alvarez, que pediu demissão na semana passada após entrar em atrito com os senadores da CPI dos Bancos. O próprio senador Antônio Carlos já alertou Armínio Fraga da resistência ao nome de Tereza Grossi na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
Ontem, em solenidade de lançamento do livro "Dinheiro Brasileiro", no Senado, Antônio Carlos usou seu discurso para mandar um recado direto a Fraga. "O Senado lhe tem muito apreço
o que não significa que possa atender a todos os seus desejos"
disse. Assessores do Banco Central afirmaram ontem que Armínio Fraga ficou muito irritado com a atitude de ACM.


