FHC se diz otimista com negociações para setor automobilístico
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Por Tânia Monteiro e Isabel Braga 
Brasília, 11 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje que está "otimista" com as negociações entre o governo, empresários e empregados das empresas automobilísticas, para reduzir o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que garantirá a redução dos preços dos carros e a manutenção dos empregos. "Estamos vendo qual é a melhor maneira de garantir os empregos, ao mesmo tempo, que os preços não sejam aumentados", acentuou o presidente, que revelou a sua preocupação com os problemas enfrentados pelo setor.
Depois de comentar que as negociações ainda não foram finalizadas, Fernando Henrique lembrou que já externou suas preocupações com os problemas das indústrias automobilísticas aos presidentes dos sindicatos e das montadoras. O presidente explicou ainda que, dentro dessas limitações - evitar aumento de preços e o desemprego - é preciso haver também um mecanismo para avaliar se, efetivamente, a receita pela expansão das vendas não vai ser prejudicada.
Segundo o presidente, é preciso haver um mecanismo para avaliar se, efetivamente, a receita pela expansão das vendas não vai ser prejudicada. "Nós estamos discutindo a possibilidade , e com muito otimismo, de ajustar os impostos, para dar um resultado positivo para todos", prosseguiu o presidente.
Boatos - Preocupado com os costumeiros boatos que têm tomado conta das últimas quintas-feiras o presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a tranquilizar a população sobre especulações de que poderiam ser anunciadas novas medidas pelo governo no período do carnaval. "Olha o boato, hein", brincou o presidente ao ser indagado sobre as novas especulações. "Não existe nenhuma medida a ser tomada, de nenhuma maneira", reiterou o presidente. "É preciso deixar bem claro à população brasileira que qualquer especulação deve ter uma resposta simples: não levar a sério, porque não existe nada".
As declarações de Fernando Henrique foram dadas no Palácio da Alvorada, após reunião com o presidente paraguaio Raúl Cubas Grau. Segundo o presidente, "a área econômica está finalizando os entendimentos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que já são de conhecimento do País". "Nós estamos com as questões fundamentais delineadas", disse ele, depois de salientar que "não existe nenhuma medida a ser tomada, de nenhuma maneira".


