FHC revê concessões na Amazônia
O governo vai rever as concessões de 3,5 milhões de hectares de terras que foram licitadas na Amazônia, no fim da década de 70 até meados de 80. O Ministério de Política Fundiária quer usar as áreas improdutivas para fazer a reforma agrária e desenvolver projetos ambientais. Esta é uma das alternativas que o ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, encontrou para baratear o custo de terras, num ano em que dispõe de menos recursos para a reforma agrária. Em alguns Estados da região Norte, há proprietários que possuem até mais de um milhão de hectares.
O objetivo é reaver as terras inadimplentes e regularizar as inadimplentes, explicou o ministro Jungmann, que embarca hoje para Roma para mais uma visita, amanhã, ao papa João Paulo II. Jungmann aproveita a viagem à Itália para negociar com o Fundo Internacional para Desenvolvimento da Agricultura (Fida) um empréstimo de US$ 92 milhões para desenvolver assentamentos situados no semi-árido do Nordeste.
Jungmann promete mais ações envolvendo mega-áreas, ainda neste primeiro semestre, para desenvolver projetos de assentamento. Por enquanto, determinou ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) revisar os 3,5 milhões de hectares licitados na Amazônia Legal, basicamente concentrados nos Estados do Pará e Rondônia. O levantamento abrangerá 2.753 lotes de 500 a 3.000 hectares que o governo federal licitou por meio de contrato de alienação de terras públicas.Ed Ferreira/AEAlternativaO ministro de Política Fundiária, Raul Jungman, durante entrevista na sede do Incra, em BrasíliaAgência Estado





