FHC rebate acusações de que não toma providências para punir
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Isabel Braga 
Londres, 20 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu hoje, em Londres, as acusações de que o governo não está tomando providências necessárias para punir os envolvidos no escândalo do Banco Marka. "Presidente da República não é polícia", afirmou, ao ser indagado sobre a cobrança feita pelo governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), neste sentido. Fernando Henrique foi mais cauteloso na defesa da honestidade do ex-presidente do Banco Central (BC) Franciso Lopes.
Fernando Henrique voltou a garantir que a demissão de Chico Lopes foi técnica e a condenar a forma como o Ministério Público (MP) buscou documentos na residência do ex-assessor. O presidente voltou a condenar a apreensão dos documentos na casa de Chico Lopes pelos procuradores, dizendo que faltou "bom senso". Mas acrescentou: "Se, eventualmente, os promotores tivessem, já naquele momento, elementos de convicção, aí, posso entender por que fizeram."
O presidente afirmou acreditar que a expressão usada pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), de que as novas revelações poderão ruir os pilares da Nação "é força de expressão". "Eu duvido que possa haver um documento que abale os fundamentos da República", disse o presidente, acrescentando que a República "é sólida". "Nós temos de começar a desinflar as emoções." O presidente também pediu cautela aos jornalistas ao lidar com as informações obtidas. "Vamos ver o resultado, gente", pediu. "É só isso, o resto é ansiedade; eu compreendo, mas não compartilho", afirmou.


