FHC quer sintonia no combate ao narcotráfico
O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem em Brasília uma maior interação entre os diversos órgãos de governo no combate ao crime, incluído o tráfico de drogas. Nós estamos ampliando os nossos contatos com o Banco Central e a Receita Federal para que eles possam funcionar de forma coordenada com a Polícia Federal, afirmou o presidente. Não pode ficar cada um com os seus segredos de estado, sem que se comuniquem e, com isso, beneficiando os que são infratores, os que são criminosos, acrescentou.
Durante o encerramento da 2ª Reunião Anual do Colégio de Presidentes de Conselhos Estaduais de Entorpecentes, o presidente disse que o combate ao crime - incluída a luta contra a droga - é um dos principais desafios da atualidade. Lembrando conversa recente com o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, para quem a droga é uma ameaça ao estado, Fernando Henrique dimensionou o impacto do problema em um País como o Brasil. No nosso caso, mais que uma ameaça ao Estado é uma ameaça à sociedade.
O presidente comparou a disseminação do uso de drogas às guerras atômicas, situação que leva à corrosão do tecido social. Fernando Henrique reiterou que o objetivo do governo é dar maior velocidade, transparência e capacidade operacional às políticas de combate às drogas, que hoje mobilizam 14 programas e diversos órgãos. A droga já é uma guerra em ação e uma articulação mundial, comentou.
O presidente também chamou atenção para a necessidade de mobilização social para que as políticas de prevenção e repressão tenham eficácia. Segundo ele, uma das orientações é intensificar os programas de informação preventiva às famílias brasileiras, a cargo do Ministério da Educação, para evitar o avanço dos entorpecentes entre os jovens. Não há fórmulas mágicas para o combate às drogas, afirmou. Mas tenho certeza de que nós não vamos faltar àquilo que o Brasil espera de nós.Arquivo FolhaFernando Henrique Cardoso: Droga é ameaça à sociedadeDoca de Oliveira
Agência Estado





