Agência EstadoO presidente, dona Ruth e netos, em frente ao Alvorada, ontemBRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso quer deixar sua marca política em São Paulo ao lançar o Rodoanel, um complexo viário que irá desafogar o trânsito na periferia da capital, retirando 40 mil caminhões que circulam, por dia, nas marginais. A obra custará R$ 2,5 bilhões e os custos serão divididos entre os governos federal, estadual e municipal. Posteriormente, o anel contará também com a participação da iniciativa privada. O projeto deverá ser lançado ainda em abril, quando o presidente Fernando Henrique poderá sobrevoar o local onde será construído o Rodoanel.
O secretário-geral do Ministério dos Transportes, José Luiz Portella, disse que o Rodoanel será a grande obra metropolitana da década em São Paulo. Ele interligará 10 rodovias e seis ferrovias, circundando a região metropolitana da capital. ‘‘Este é um anseio de mais de 30 anos dos paulistas’’, assegurou Portella, segundo o qual a obra, além de melhorar o trânsito na periferia da cidade, permitirá também a redução da poluição na capital.
O Rodoanel será construído em três etapas. A primeira está com seu projeto aguardando aprovação do RIMA (relatório de impacto ambiental). O trecho, que custará R$ 600 milhões, terá 30 quilômetros de extensão, beneficiando quem passa pela Bandeirantes-Anhanguera. A obra será iniciada em março do ano que vem e levará 19 meses para ser concluída. Esta nova via permitirá a ligação entre todas as rodovias que passam pelas marginais de São Paulo - BR-116, Castello Branco, Raposo Tavares - e fecha na estrada de Itapecerica da Serra. O trecho dois ligará Itapecerica da Serra ao sistema Anchieta-Imigrantes, até a ferrovia que desce para Santos.

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