Ed Ferreira/Agência Estado

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InsatisfeitosO presidente Fernando Henrique Cardoso é cumprimentado pelo pai do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, Juvenal dos Santos. Eles são observados pela mãe de Galdino, Minervina de Jesus, em audiência no Palácio do Planalto. Outros familiares do índio, queimado vivo em Brasília, participaram da reuniãoO presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu ontem aos familiares do índio Galdino Jesus dos Santos, morto por cinco adolescentes em Brasília, que irá dar prioridade às demarcações de terras indígenas.
Segundo o cacique Wilson Pataxó, primo de Galdino, o presidente afirmou que o decreto de demarcação nº 1775/96 é bom para os índios, mas prometeu conversar com o ministro da Justiça, Íris Rezende, para saber porque as demarcações estão emperradas.
‘‘O presidente prometeu ver com o ministro da Justiça onde o decreto está pegando’’, contou Wilson. Na audiência de ontem, os índios entregaram a Fernando Henrique um documento pedindo a revisão do decreto argumentando que ele paralisou as demarcações por conta do grande número de contestações.
A família do índio Galdino Jesus dos Santos, se disse ontem insatisfeita com a audiência concedida por FHC, que disse não poder intervir na condução do caso pela Justiça.
Os índios pataxó protestaram contra a decisão da juíza Sandra de Santis Mello, que qualificou o crime como lesão corporal seguida de morte, em vez de homicídio.
Para Wilson Pataxó o presidente poderia falar com a juíza. ‘‘Não ficamos satisfeitos de ele (FHC) dizer que não vai intervir. O presidente já disse, por intermédio de seu porta-voz, que é solidário com os familiares do índio, mas que não pode interferir na decisão judicial.
Os familiares de Galdino dos Santos estavam acompanhados de Pedro Wilson (PT-GO), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Os índios pintaram o rosto, vestiram cocares e roupas típicas para se encontrar com FHC. O pai do índio morto, Juvenal dos Santos, usava um boné vermelho do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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