FHC: prioridade foi criar condições para estabilidade econômica
Brasília, 23 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou há pouco, em cerimônia na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que criar as condições para a estabilidade econômica, ainda que com um custo, foi uma idéia dominante, desde o início do seu governo. Segundo ele, sem conseguir a estabilidade, o País não teria condições de "levantar as energias necessárias para a integração competitiva".
O presidente ressaltou que as crises econômicas mais recentes, mesmo que de forma diferenciada, alcançaram vários países que estavam em uma fase de integração a um novo paradigma tecnológico mundial. Ele lembrou que o Brasil sofreu todos os impactos da crise recente, desde a crise no México, que atingiu o início do seu governo, passando pela crise asiática e culminando com a crise russa.
O presidente iniciou seu discurso elogiando o final do pronunciamento do presidente da CNI, senador Fernando Bezerra, que citou a frase do livro do professor David Landes, que será o primeiro expositor do seminário "O Futuro da Indústria no início do Século 21", que está sendo aberto hoje. A passagem citada diz que neste mundo "os otimistas vencem, não porque são sempre certos, mas porque são positivos".
O presidente disse que por várias vezes é criticado por ser otimista e por ver a realidade rósea. E voltou a citar pela segunda vez em cerimônia na CNI a frase do vice-presidente Marco Maciel que diz que "os otimistas às vezes erram; os pessimistas já começam errando". Fernando Henrique voltou a defender a necessidade de criação de fundos de contingências para socorrer os países em dificuldades e lembrou a resistência no Tesouro americano à proposta. "É difícil convencer o Tesouro de certas obviedades", afirmou.
O presidente Fernando Henrique CArdoso disse há pouco
na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que está convencido de que chegou a hora de o País fazer a reforma tributária. Ele ressaltou, no entanto, que antes da discussão da reforma tributária é preciso que o Congresso vote a lei de responsabilidade fiscal. Segundo ele, esta lei já está pronta e será encaminhadda dentro em breve ao Congresso. O presidente disse que o momento da reforma tributária chegou, porque a economia do País está aberta, a estabilidade será mantida, os juros vão cair e, "apesar das cassandras, a inflação é menor".
Conforme Fernando Henrique, o Brasil tem um sistema tributário deformado, não tanto pela carga tributária, mas pela incidência dos impostos.





