FHC nega ingerência do FMI
Brasília, 3 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse há pouco que repele informações de que esteja havendo ingerência do Fundo Monetário Internacional na política econômica que está sendo adota no País e na nomeação do presidente novo do Banco Central. "Não foi sugerido, nem combinado", disse Fernando Henrique, após a audiência que concedeu ao presidente do Uruguai, Julio Maria Sanguinetti, no Palácio da Alvorada.
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ainda, em rápida entrevista no Palácio da Alvorada, que no encontro desta manhã com o vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Stanley Fischer, e a equipe econômica, foram reafirmadas as metas almejadas pelo Brasil, diante do novo quadro econômico. Fernando Henrique disse que o País não está com problema de dinheiro e que a situação das reservas é "confortável", com o mercado se acomodando.
Na avaliação dele, as conversas com o FMI estão avançando. Para o presidente, a situação do Brasil está se desenvolvendo conforme o desejado pelo governo, destacando principalmente a progressiva volta de confiança do mercado no País. Fernando Henrique garantiu que a inflação não vai voltar e que a reindexação está afastada. "Há metas de controle que vão nessa direção", afirmou. Ele negou também a adoção do mecanismo da banda virtual, dentro da nova política de câmbio flutuante, e disse que a substituição de Francisco Lopes por Armínio Fraga na presidência do Banco Central foi "forte e necessária".





