Brasília, 31 (AE) - Em discurso no lançamento do Plano Plurianual 2000-2003, o presidente Fernando Henrique Cardoso elogiou os funcionários públicos envolvidos na elaboração do documento. De acordo com o presidente, esses funcionários trabalharam horas a fio, sem direito a hora-extra. "Neste fim de semana, eu até perguntei ao ministro Martus (Tavares, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão), em tom de brincadeira, se eles estavam ganhando hora-extra. Mas sabemos que aqui não se paga hora-extra. A recompensa vem pela alegria de se saber que se está trabalhando pelo País", afirmou Fernando Henrique. Ele lamentou que, depois de testemunhar o esforço dos funcionários, que alguns jornais afirmem que a administração pública não é bem qualificada e que é burocratizada. "Não nego que exista, mas não dos que estão dando o melhor de si", afirmou Fernando Henrique.
O presidente Fernando Henrique Cardoso elogiou também o vice, Marco Maciel. "Quero registrar a felicidade de ter um homem como Marco Maciel ao meu lado, neste momento", disse. Ele lembrou que com Maciel muitas vezes não é preciso sequer falar. "Às vezes, quando vou tratar com ele de um problema, ele já atuou", disse o presidente.
Ele negou que o lançamento do PPA seja uma tentativa de melhorar a sua popularidade. "Não estamos dando resposta a outra coisa senão aos anseios do Brasil", afirmou. Segundo ele, "o rumo para uma nação não se improvisa, não é uma idéia genial
algo dramático. É tecido no dia-a-dia. Estamos diante de uma construção. Estamos dando continuidade a um projeto de nação que não se esgota apenas no plano orçamentário e nem no Plano Plurianual". Segundo Fernando Henrique, a nação é um sentimento que se constrói no dia-a-dia das pessoas. "Não nos venham dizer que não temos rumo!", respondeu aos que o vêm criticando.

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