FHC libera recursos a produtor do NE
FHC libera recursos a produtor do NE
Agricultores vão devolver só metade do valor recebido; governo já sabia sobre as possíveis consequências da seca desde setembro
Agência Estado
Como havia anunciado na semana passada, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em seu programa de rádio semanal, que o governo começou a liberar ontem uma linha de financiamento de R$ 450 milhões para pequenos e microprodutores do Nordeste e do norte de Minas Gerais. O empréstimo será feito via Banco do Nordeste e os produtores deverão devolver apenas metade do valor recebido. Segundo o presidente, os recursos deverão financiar obras que resolvam o problema da falta de água na região.
Fernando Henrique afirmou que os produtores poderão tomar os empréstimos para investir no plantio de culturas resistentes à seca, como mandioca, sorgo, palma e milheto. O governo garantirá também financiamento para a compra de ração e manutenção dos rebanhos. Determinei, também, que os agentes federais de crédito, nos casos necessários, prorroguem as dívidas dos financiamentos do setor rural, disse.
Fernando Henrique Cardoso e os governadores do Nordeste sabiam desde o ano passado sobre as possíveis consequências da seca que atinge a região. A Subsecretaria de Inteligência da Casa Militar enviou, em setembro, aos governos federal e estaduais, um estudo alertando sobre a escassez de água, como um dos efeitos do fenômeno El Ni¤o.
A seca prevista para esse ano ainda não atingiu o seu ápice, disse ontem o general Alberto Mendes Cardoso, chefe da Casa Militar da Presidência da República, responsável pela Subsecretaria de Inteligência. Segundo ele, os governantes foram alertados sobre as possíveis consequências da seca.
Apesar da falta de água já ter feito cerca de dez milhões de flagelados no Nordeste, o general afirmou que não houve omissão do governo. Todas as providências foram tomadas, garante. Segundo ele, desde o primeiro alerta, em setembro, os governos federal e estaduais tomaram medidas preventivas, como a abertura de poços artesianos, a construção de barragens para armazenar água e frentes de trabalho. Para o general Mendes Cardoso, os saques deverão diminuir com a distribuição de cestas de alimentos.





