Brasília, 17 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso só vai interferir na briga dos partidos aliados caso a falta de unidade comprometa os interesses do governo no Congresso. Segundo um assessor do Planalto, o presidente aposta no entendimento entre os partidos que compõem a base aliada, já que foram eles "que criaram o problema" ao deflagrarem uma guerra pelo poder no Congresso.
O governo espera retomar a votação de temas que estão em andamento tão logo sinta que os ânimos entre os partidos estão serenados. Esse interlocutor pondera que protelar para o início de março votações importantes como a Desvinculação de Receitas da União (DRU) pode atrapalhar a aprovação do Orçamento deste ano.
Para o presidente, como o problema surgiu em virtude da busca por espaço na Câmara, as lideranças dos partidos terão de encontrar um meio próprio de solucionar a questão. "Uma das coisas que manteve esse equilíbrio político nos últimos anos foi exatamente a criação do sistema de rodízio nas relatorias e presidências das comissões, e isso tem de ser mantido", avisou um interlocutor de Fernando Henrique.
Fernando Henrique diz a todos que o procuram que vai manter a unidade da base. Para o presidente, essa coesão entre os partidos é necessária porque ainda restam pouco menos de três anos de mandato. "A solução para os problemas na base virá da dinâmica do Congresso", comentou um assessor presidencial.

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