FHC indicará líderes do governo na próxima semana
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Por Gerson Camarotti, Lige Albuquerque e Rosa Costa 
Brasília, 14 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso vai indicar os líderes do governo no Senado e no Congresso na próxima semana. De acordo com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), os nomes serão conhecidos até terça-feira (18). Os cargos de líderes foram disputados acirradamente pelos aliados do presidente. Por isso, serão anunciados somente agora, três meses depois de iniciados os trabalhos da atual legislatura do Congresso.
A cautela do presidente deveu-se ao temor de que, o grupo contrariado pela escolha votasse contra matérias importantes, como a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF).
ACM considerou "bons nomes" na relação dos possíveis indicados o deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) e os senadores Gérson Camata (PMDB-ES) e Fernando Bezerra (PMDB-RN), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A indicação de Virgílio Neto para o cargo de líder do governo no Congresso é quase certa. Ele substituirá o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que exerce a função interinamente desde fevereiro, quando saiu o senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), que presidente interinamente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos. O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) foi reconduzido este ano à liderança do governo na Câmara.
A escolha no Senado é mais difícil. Os dois "nomes fortes", na avaliação de ACM, não querem o cargo que outros senadores disputam desde o início do ano. F Bezerra disse que as incompatibilidades entre a a função na CNI e a liderança do governo o impede de aceitar o cargo. Citou como exemplo a incoerência dele de vir a ter de defender no Senado uma matéria rejeitada pelos empresários, como seria o caso da cobrança defintiva da CPMF. Camata era o nome preferido pelo ex-líder do governo, o atual ministro da Defesa, Élcio Alvares, mas não demonstrou a intenção de sobrecarregar a agenda com uma nova função.
Os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB) e José Fogaça (PMDB-RS) foram considerados líderes, mas contrariavam ACM e o presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA). O presidente do Senado rejeitou desde o início a indiçação de Suassuna, mesmo quando ela era dada como certa na bancada. Já Barbalho e Fogaça, ainda que no mesmo partido, nunca se entenderam muito bem.


