Agência Estado
A palavra indenização desapareceu do vocabulário do governo. Ontem, durante o encontro entre o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB e o prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde (PFL), não se tocou em indenização ou fórmula alternativa, prometida pelo governo, para atender as vítimas do desabamento do edifício Palace II, no Rio, no qual oito pessoas morreram.
‘‘Em momento algum o presidente falou de indenização, só de empréstimo’’, disse o prefeito, ao se referir ao financiamento de R$ 12 milhões que a Caixa Econômica Federal (CEF) está liberando para os moradores do Palace II.
Em encontro com Fernando Henrique, no início do mês, os desabrigados do Palace II pediram solução alternativa, alegando que de nada adiantaria receber financiamento porque, além de desabrigados, se tornariam inadimplentes. Até o início da noite de anteontem a Advocacia-Geral da União ainda não tinha fórmula alternativa que permitisse ao governo oferecer alguma ajuda aos desabrigados sem que o Tesouro tivesse de arcar com as despesas. No encontro com os desabrigados, dia 4 de março, no Palácio do Planalto, Fernando Henrique anunciou que o governo iria indenizar as vítimas. Diante das reações de outros desabrigados e da impossibilidade de se promover indenização sem gasto público, o governo começou a falar em outras alternativas.

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