FHC exalta nomes da literatura mexicana em discurso improvisado
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segunda-feira, 26 de abril de 1999
Por Liliana Henriqueta Lavoratti 
Brasília, 27 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso, discursando de improviso em jantar ao presidente mexicano, Ernesto Zedillo, no Palácio do Itamaraty, exaltou hoje dois grandes nomes da literatura mexicana - Octavio Paz e Carlos Fuentes.
Fernando Henrique disse que existem outros aspectos, além da cultura, que merecem destaque no relacionamento dos dois países, como a participação de ambos na construção da integração hemisférica. Foi uma referência à participação do México nas negociações para a criação da área de Livre Comércio das Américas (Alca).
"Estamos construindo a integração hemisférica respeitando as peculiaridades de cada um", afirmou o presidente brasileiro. Lembrou que quando o México se associou ao Nafta, ele, Fernando Henrique, defendeu a permanência do México na Aladi.
"Neste momento de reorganização das nossas economias, saberemos levar adiante noss os relacionamentos", previu o presidente brasileiro. Ele defendeu a intensificação das relações México-Brasil.
"Brasília é uma cidade que acho a mais azteca do Brasil, me lembra as pirâmides, o local da celebração cerimonial do Poder"
disse. Brincou, dizendo que, aqui, em Brasília, "nunca chegamos ao sacrifício humano, mas, em edifícios próximos (aos da Esplanada) nos engalfinhamos por amor ao Poder".
Fernando Henrique elogiou o presidente Zedillo afirmando que ele foi dos primeiros a perceber que o Poder emana do povo, porque foi capaz de superar várias crises no México.
"Fazer isso é um jogo delicado e, às vezes, bruto, mas grande". Fernando Henrique disse também que Zedillo "foi capaz e teve coragem de tomar medidas que fizeram da democracia, como aqui no Brasil, não apenas uma referência retórica, mas uma coisa concreta".


