FHC evitará lançamento de candidato a presidente pelo PSDB
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Por Tânia Monteiro 
Brasília, 12 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso terá de segurar os aliados, na convenção do PSDB, no fim de semana, que querem lançar o nome do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), à sua sucessão, pelo partido.
Na semana passada, o presidente havia afirmado que considera normal os partidos querer discutir sucessão, como o PFL estava fazendo naquele momento, ao lançar o nome do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Mas avisou que era prematuro insistir nesta discussão agora. ACM entendeu o recado e, no fim de semana, repetiu o discurso de Fernando Henrique, afirmando que não era o momento de antecipar o debate.
Uma outra tarefa de FHC na volta da viagem aos Estados Unidos é a discussão sobre o decreto da regra de aposentadoria da Previdência, que está sendo questionada pelo Congresso. FHC terá de enfrentar também a insistência da oposição em convocar o ministro da Fazenda, Pedro Malan, a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro.
Há ainda uma quarta questão incomodando o presidente, mas que ele está "deixando de lado", para que os partidos se entendam: a nomeação dos líderes do governo no Senado e do governo no Congresso.
Fernando Henrique quer que o PSDB, que tem o direito a indicar o líder na Câmara e o PMDB, que indicará o líder no Senado, decidam quem nomear.
Embora esteja, no momento deixando a questão com os partidos, a escolha, de fato, será feita pelo presidente. Passados os principais problemas econômicos, Fernando Henrique decidiu retomar o controle da política do País. Na semana passada, comandou as articulações e, esta semana, animado com o resultado da viagem aos Estados Unidos, o presidente continuará a resolver os problemas domésticos. Ao evitar falar de CPI e de questões internas nos Estados Unidos, o presidente atendeu ACM, que havia se queixado da "incontinência verbal" de Fernando Henrique, durante a viagem anterior à Europa.
Hoje, o presidente reuniu-se com o ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, para discutir a Previdência. O entendimento do Planalto é não alimentar a polêmica com os parlamentares, uma vez que ainda há muito a ser votado no Congresso.


