Bonn, 16 (AE)- Em entrevista coletiva a jornalistas brasileiros e alemães, depois de receber o ex-chanceler alemão, Helmut Kohl,e o vice-presidente do Dresdner Bank, Heinz-Jorg Platzek, o presidente Fernando Henrique Cardoso evitou polemizar sobre as declarações feitas ontem, no Brasil, do presidente do Congresso Nacional, Antônio Carlos Magalhães, que criticou as afirmações do presidente, de que a reforma do Judiciário é mais importante do que a CPI do Judiciário. "Eu não tenho nenhuma reação. E eu duvido que o senador tenha tido uma reação explosiva porque isso não é do temperamento dele", ironizou. "Eu acho que ele (ACM) não foi informado do teor das minhas declarações. A reforma e a CPI são importantes. E eu acho que o senador concorda comigo", afirmou.
O presidente reagiu às críticas da CNBB ao governo federal. Em relatório divulgado em Indaiatuba, São Paulo, na 37ª Assembléia Geral a CNBB afirma que o Real é uma "grande ficção monetária que acaba de ruir". "Eu não vi o documento da CNBB. Mas assim como não opino sobre dogmas da Igreja, acho melhor que a Igreja não opine dessa maneira sobre assuntos da economia. E aliás não é a Igreja. São sempre assessores que infelizmente não tem capacitação técnica. Afirmar que o Real é uma ficção, isso sim é que é ficção", disse o presidente. "Uma moeda nacional que conseguiu passar por turbulências e o governo evitando que houvesse inflação, isso é ficção?", indagou. "Eu não creio que a Igreja como tal endosse essas opiniões. São de assessores que poderiam estudar um pouco mais os dados e se tivessem formação econômica seria melhor", declarou.

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