FHC evita comentar polêmica sobre cobrança de débito da Embratel
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
Por Isabel Braga 
Brasília, 26 (AE) - Caberá à Advocacia-Geral da União dizer, em parecer técnico-jurídico, se houve ou não erro do governo no momento da privatização da Embratel. Diretores da MCI Worldcom, multinacional vencedora do leilão, alegam que as dívidas tributárias são anteriores ao momento da venda e que se tiver que arcar com o débito de R$ 1,3 bilhão irá quebrar. Segundo o porta-voz da Presidência, Georges Lamazire, o presidente Fernando Henrique Cardoso não fará comentários sobre a questão, que já provocou um problema diplomático.
O presidente limitou-se a informar, por intermédio de seu porta-voz, que esta é uma "matéria técnico-jurídica" que está sendo analisada pela Advocacia-Geral da União. Fernando Henrique também não pediu urgência na análise. "A tramitação será normal", disse Lamazire. O porta-voz também negou qualquer contato entre o presidente Fernando Henrique e o presidente norte-americano, Bill Clinton, para tratar do problema.
Disse ainda que não há qualquer audiência agendada entre a direção internacional da empresa e o presidente. "Quem vai dizer da legalidade da cobrança é o exame técnico-jurídico", completou o porta-voz.
A Receita Federal decidiu cobrar o dívida de R$ 1,3 bilhão da MCI, mas o diretor econômico-financeiro da empresa, Luigi Massimo Bianchi, garantiu que a empresa quebrará caso tenha de pagá-lo. O débito é da Embratel foi contraído antes de a empresa ter sido comprada, durante o leilão da privatização, por R$ 2,7 bilhões, em julho do ano passado.


