FHC evita comentar cobrança de débito tributário da Embratel
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de outubro de 1999
Por Isabel Braga 
Brasília, 25 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso evitou hoje fazer comentários sobre o problema diplomático provocado pela cobrança de débito tributário de R$ 1 3 bilhão da multinacional MCI Worldcom, que comprou a Embratel no processo de privatização das teles. O presidente limitou-se a informar, por intermédio de seu porta-voz, Georges Lamazire, que esta é uma "matéria tecnico-jurídica" que está sendo analisada pela Advocacia-Geral da União. Fernando Henrique também não pediu urgência na análise.
"A tramitação será normal", disse Lamazire. O porta-voz também negou qualquer contato entre o presidente Fernando Henrique e o presidente norte-americano, Bill Clinton, para tratar do problema. Disse ainda que não há qualquer audiência agendada entre a direção internacional da empresa e o presidente Fernando Henrique. "Quem vai dizer da legalidade da cobrança é o exame técnico jurídico", completou o porta-voz.
A Receita Federal decidiu cobrar a dívida de R$ 1,3 bilhão da MCI, mas o diretor econômico-financeiro da empresa, Luigi Massimo Bianchi, garantiu que a empresa quebrará caso tenha de pagá-lo. O débito é da Embratel e foi contraído antes de a empresa ter sido comprada, durante o leilão da privatização
por R$ 2,7 bilhões, em julho do ano passado.


