FHC estuda mudanças no Ministério
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quinta-feira, 24 de junho de 1999
Por Ariosto Teixeira 
Brasília, 25 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso está examinando, de fato, a possibilidade de promover algumas mudanças no Ministério. Segundo informou uma fonte oficial é, contudo, improvável que uma reforma parcial na equipe de governo ocorra já na próxima semana. A fonte observou que membros importantes do governo e próximos ao presidente, como o ministro da Saúde, José Serra, estarão no exterior nos próximos dias. Além disso, segunda e terça-feira, o governo estará todo mobilizado em virtude da reunião de cúpula dos países ibero-americano, no Rio de Janeiro.
A discussão sobre a reforma ministerial voltou à cena política depois que o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, admitiu em entrevista ao jornal "O Globo" que o presidente já fez as consultas necessárias para tomar decisões nessa matéria. O porta-voz da Presidência da República, Georges Lamazire, disse ontem à noite que o presidente jamais tratou desse assunto com o ministro Paulo Renato e que desconhecia a origem de suas informações. De acordo com a fonte oficial ouvida hoje pela manhã, pela Agência Estado, as declarações de um ministro importante como Paulo Renato certamente produziram inquietação na base de apoio político-parlamentar do governo. "Se a reforma não sair, o culpado se chama Paulo Renato de Souza", disse a fonte.
Reforço - A reforma ministerial que FHC estaria programando para as próximas semanas poderá limitar-se a um reforço no sistema de articulação política do Palácio do Planalto, segundo informou hoje uma fonte oficial ouvida pela Agência Estado. A fonte disse que não se deve descartar a hipótese de vinda para o governo do ex-coordenador político da campanha da reeleição Euclides Scalco. O mesmo informante ressaltou, entretanto, que nesse caso o ex-deputado paranaense viria para somar forças com os ministros das Comunicações, Pimenta da Veiga, articulador político oficial do Palácio do Planalto, e da Casa Civil, Clóvis Carvalho, ao qual o presidente atribui funções político-adminsitrativas.
A fonte disse, também, que não vê possibilidade de mudanças na equipe de ministros da área econômica, enfatizando que não está emm discussão a permanência em seus cargos dos ministros da Fazenda, Pedro Malan, e do Planejamento, Pedro Parente, além do presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Afinal de contas, segundo esta fonte, "não se mexe em time que está ganhando". Uma outra fonte do governo informou que o presidente da República tem recebido sugestões para promover mudanças pontuais no ministério com a finalidade de melhorar as expectativas da opinião pública quanto ao desempenho operacional do governo. Segundo a mesma fonte, essa é a interpretação que os autores dessas sugestões têm transmitido aos meios de comunicação, mas não necessariamente reflete o pensamento do próprio presidente.


