São Paulo, 09 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso deixou hoje de lado a polêmica em torno da instalação da Ford na Bahia e a reforma ministerial e falou sobre Angola. O presidente inaugurou, na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em São Paulo, o Centro Móvel de Formação Profissional, projeto que faz parte da cooperação técnica do Brasil com a reconstrução de Angola.
Ele lembrou a visita que fez a este país em 1996. "Oferecemos agora o primeiro passo", anunciou o presidente, no discurso de três minutos, referindo-se à necessidade de uma "solidariedade prática".
Ao lado dele, estavam ministros, como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer, o vice-governador Geraldo Alckmin Filho (PSDB), e o prefeito Celso Pitta (sem partido), além de representantes dos empresários, como o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva.
Lafer desmentir novamente a eventual saída do governo, no caso de uma reforma ministerial. Mas, na visita do presidente ao Centro Móvel, predominaram as preocupações com este país, localizado do outro lado do Atlântico.
"Se hoje o Brasil pode dar uma pequena colaboração para o desenvolvimento, uma parte de nosso desenvolvimento se deveu a braços que vieram de Angola", disse. "Portanto, não fazemos mais do que nossa obrigação." O projeto custou US$ 1 milhão ao governo brasileiro.
A visita de Fernando Henrique durou 15 minutos. Ele andou rapidamente pelas oficinas e recebeu de um dos alunos do Senai um jogo de xadrez.
No discurso, nenhuma menção às últimas jogadas da política nacional. Do Senai, foi para casa, na Rua Maranhão, em Higienópolis, no centro. À noite, estaria na inauguração do Complexo Cultural Júlio Prestes.

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