Brasília, 19 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso deu posse hoje ao novo ministério anunciando as tarefas que cada um dos oito novos ministros e um secretário deverão cumprir até o final do mandato. Com isso, tenta deslanchar seu segundo mandato. Nessa nova fase, segundo presidente, a ênfase será para o desenvolvimento e o crescimento do País, que devem ser obtidos principalmente com o aumento das exportações e combate ao desemprego.
Com discurso conciliador, Fernando Henrique agradeceu "a compreensão" dos partidos que o apoiaram, "sobretudo o PMDB e o PSDB". Segundo ele, houve "mudança de tônica" e o Brasil está pronto para "alçar vôo maior". Aos que criticaram a demora no anúncio dos nomes da nova equipe, disse que se enganam os que imaginam que "os dias de decisão foram de aflição por pressões indevidas, ou mesmo devidas". De acordo com ele, foram dias de "compreensão respeitosa" de que o Brasil precisava mudar mais depressa, exigindo dele certas ações.
O presidente apelou à base governista para que continue a apoiar o governo no Congresso dando prosseguimento às reformas de que o País precisa. E anunciou que a negociação com os partidos será dividida agora entre o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, e o novo secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, que terá status de ministro.
Fernando Henrique tem dito que, depois de passar o início do ano tentando segurar a inflação, agora é hora de perseguir o crescimento. Ele está convencido de que com Aloysio Nunes Ferreira no Palácio do Planalto diminuirão seus problemas políticos, evitando as trombadas de ministros.
Disse que continuará com o firme propósito de manter as contas públicas equilibradas e tentou acalmar os funcionários públicos. Ele afirmou que não é sua intenção simplesmente reduzir pessoal, mas tornar a máquina mais eficiente.

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