FHC elogia Legislativo depois de provocar crise
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quinta-feira, 23 de setembro de 1999
Por Gustavo Alves e Maria Fernanda Delmas 
Rio, 24 (AE) - Depois de provocar uma crise política ao criticar a lentidão do Congresso da vez anterior em que esteve no Rio, há 13 dias, o presidente Fernando Henrique Cardoso elogiou o Legislativo, na visita que fez hoje à cidade. "As reformas nunca pararam no Congresso", afirmou o presidente, após a solenidade de assinatura de contratos para exploração de petróleo e gás em áreas leiloadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), na Gávea Pequena, zona sul.
"Não houve paralisação", disse Fernando Henrique. No dia 13, ele havia reclamado, em discurso na abertura da 37ª Convenção dos Supermercados, no Riocentro, na zona oeste, da "indecisao de quem não vota" e da demora de quatro anos para "aprovar o óbvio".
Depois de ser criticado pelos presidentes do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o presidente admitiu, em outro discurso, que errou - para mais tarde, por meio do porta-voz George Lamazire, negar que tivesse se retratado das declarações.
Hoje, o presidente rejeitou a idéia de que as reformas tenham sido interrompidas pela disputa entre o PMDB e PFL pela relatoria dos projetos do Plano Plurianual de Investimentos (PPA). "O foco ficou maior em função da disputa pela relatoria do PPA, mas isso não quer dizer que o Congresso tenha deixado de votar e vai continuar votando", argumentou.
Fernando Henrique disse não ter dúvida de que o Legislativo vá votar em outubro a Lei da Responsabilidade Fiscal
além de "duas ou três leis da Previdência". Ele também previu
no próximo mês, avanços na reforma tributária. "Houve uma reunião muito profícua ontem (23) entre Everardo (secretário da Receita Federal, Everardo Maciel) com Mussa Demes (deputado federal do PFLdo Piauí, relator da reforma) e também com presidente da comissão, Germano Rigotto (PMDB-RS) e o deputado Kandir (Antônio Kandir, deputado federal do PSDB de São Paulo)"
afirmou Fernando Henrique.


