FHC é vaiado em Petrolina
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sexta-feira, 26 de novembro de 1999
Por Liege Albuquerque 
Petrolina, PE, 26 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso foi vaiado hoje em Petrolina (PE), na quarta visita à cidade desde seu primeiro governo. Apesar de o prefeito Guilherme Coelho (PFL) ter cercado o espaço onde o presidente discursou com pessoas levadas por ônibus fretados pela prefeitura, manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) levaram faixas de protesto pela visita presidencial, provocando um tumulto quando seguranças da prefeitura rasgaram duas das cinco faixas com palavras de ordem como "Fernando Henrique é persona não grata em Petrolina" e "Aqui tem desemprego".
Ignorando as vaias durante seu discurso de 20 minutos, o presidente fez uma série de auto-elogios, descrevendo feitos de vários programas da área social. "Há pouco estava no Piauí e, assim como em Petrolina, não há nenhum dado na área social neste País que não tenha melhorado", afirmou. "Mas por mais que se faça ainda há muito o que se fazer, mas ainda há muita gente que tenta atrapalhar o que a gente está fazendo", disse o presidente sob vaias dos manifestantes e aplausos da platéia levada pela prefeitura da cidade.
Segundo Fernando Henrique, no próximo ano ele voltará a Petrolina para ver de perto outros "avanços sociais". "Quando vi Petrolina dessa vez com esses campos verdes enormes, pensei comigo mesmo, o que faltava aqui senão trabalho, decisão, decência e integridade", afirmou.
O presidente esteve em Petrolina para inaugurar duas promessas da segunda campanha presidencial: ampliações da Escola Agrotécnica da cidade e do aeroporto internacional. O aeroporto, agora com uma pista de 3 mil metros de extensão, possibilitará o pouso de aviões de carga para exportação de frutas produzidas no semi-árido nordestino, como manga e uva. As duas obras foram feitas em conjunto com o governo federal e a prefeitura.
Fernando Henrique fechou seu discurso declarando que o País não está em momento fácil para o emprego, "mas teve momentos mais difíceis". Segundo o presidente, "doa a quem doer" o Brasil será sempre um País que "não se esconde, que tem crises, mas nunca perde o rumo e não tem medo".


