Buenos Aires, 7 (AE) - Os presidentes do Brasil e da Argentina encerraram hoje uma reunião onde discutiram os preparativos para a adoção de uma moeda única no Mercosul. Em entrevista coletiva, concedida após o término da reunião, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que os dois países estão discutindo a adoção de leis que disciplinam os gastos públicos. "Se quisermos ter uma moeda do Mercosul precisamos de um pequeno maastrich(acordo que deu origem ao Mercado Comum Europeu).
O presidente Carlos Menem disse que os países do Mercosul vão negociar acordos sobre déficit fiscal, dívida externa e taxas de juros. "Fundamentalmente a partir de um esforço no campo econômico e financeiro, poderemos avançar com mais rapidez para o aprofundamento das relações do Mercosul e a criação de uma moeda comum", afirmou Menem.
Europa - Segundo FHC, a Europa não pode perder a oportunidade de negociar com o Mercosul, referindo-se a decisão do governo francês de vetar uma recomendação conjunta dos países da Europa, no sentido de iniciar as negociações em torno da integração do Mercosul com a União Européia. Teme-se que a decisão da França acabe esvaziando a reunião de cúpula entre o Mercosul e a União Européia, marcada para o final deste mês, no Rio de Janeiro. Fernando Henrique ressaltou, porém, que se o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, não conseguiu uma autorização do Congresso para negociar a aproximação da Alca com o Mercosul, os Europeus não deveriam perder essa oportunidade. "É preciso saber se A Europa quer continuar cuidando de seus subsídios ou se está disposta a jogar um papel mais forte no mundo", comentou o presidente. "Se ela (Europa) não estiver aberta a essa oportunidade, chegará a Seattle (sede da reunião da rodada do milênio) mais fraca", acrescentou.

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