São José, Costa Rica, 04 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso declarou há pouco, na casa presidencial de São José, Costa Rica, que vai ficar como espectador na briga entre os presidentes do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e nacional do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), líder do partido no Senado. "Pelo que conheço dos dois, eles saberão restringir suas divergências ao plano necessário", disse ele, quando perguntado se iria interferir na polêmica. "Sou presidente do Brasil e não juiz de briga", afirmou. Fernando Henrique disse que espera que a polêmica entre os dois não prejudique a tramitação das matérias que estão no Congresso e que são de interesse do governo. O presidente afirmou que não acredita que o PFL vá votar contra a medida provisória (MP) do salário mínimo porque está consciente dos pontos positivos. Citou como exemplo o fato de que os governadores poderão escolher o salário mínimo maior que 151 reais. Fernando Henrique ressaltou que a questão do valor de 151 reais está restrito à questão fiscal da Previdência Social. Ele disse que é favorável a um salário mínimo maior que os 151 reais, mas ponderou que um valor maior é impossível por questão de recursos. Fernando Henrique afirmou ainda que considera que todas essas considerações são suficientes para acreditar que os partidos se alinharão com a posição do governo.

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