Brasília, 14 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, em discurso durante solenidade de premiação de vencedores do 35º Torneio de Formação Profissional, realizado em Montreal, no Canadá, que a tarefa do governo hoje não é apenas estabilizar a economia, tarefa que, assegurou, vai continuar. Mas estabilizar a sociedade não nos parâmetros em que está hoje, mas quando atingir um nível de excelência, disse o presidente. "Se hoje temos uma tarefa importante, a tarefa não é mais estabilizar a economia apenas. Vamos continuar com ela. É mais... Estabilizar a sociedade, não nos parâmetros em que está hoje", declarou, acrescentando que a estabilização da sociedade tem que acontecer quando o País atingir um nível de excelência.
Para ele, esse nível só será atingido por meio da educação. O presidente afirmou que existe mobilidade social no País e citou estudos feitos por José Pastore em um livro que está sendo lançado e "que mostra isso com clareza". "Não há outro caminho para o Brasil", afirmou o presidente, referindo-se à mobilidade social. O instrumento fundamental da mobilidade é o processo educativo, ressaltou.
Provão - Na solenidade, Fernando Henrique defendeu o Provão, criado para avaliar o ensino nas universidades. Disse que o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, vai apresentar a ele os resultados do Provão ainda hoje. "Somos testemunhas da reação que o Provão despertou nos círculos mais atrasados do Brasil, que, por infeliz coincidência, às vezes são alguns grêmios estudantis que lutam contra o Provão e que sempre encontram eco em alguns setores mais atrasados da política também", declarou o presidente.
FHC lembrou que o Provão é requerido pelos próprios estudantes, que perceberam que a avaliação (das escolas) é positiva e necessária para melhorar o padrão de ensino. "Nenhum outro governo deu tanta atenção ao ensino básico como o atual", ressaltou Fernando Henrique, lembrando que sofreu críticas de seus colegas de universidade, mas insistiu que o fundamental para o Brasil é o ensino básico. O presidente criticou a falta de divulgação da premiação: "O Brasil, através de seus representantes, em um torneio internacional, se classifica dessa maneira imponente e eu não vejo notícia a respeito do assunto, quando estou cansado de ver notícias de muito menos importância sobretudo, se forem "tropeços". Ressaltou que, como presidente
achou que tinha obrigação de agradecer de público, perante o País, pelo grande feito desses alunos do Senai.

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