FHC diz que irá reconstruir Goiás
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sexta-feira, 04 de janeiro de 2002
Agência Estado 
O presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu ontem que a cidade de Goiás será reconstruída com o apoio do governo federal e ficará ainda melhor do que antes da enchente que destruiu parte do centro histórico. De imediato, ele anunciou a liberação de R$ 2 milhões, investimentos de empresas públicas e a recuperação de uma ponte. Mas evitou citar cifras e disse que haverá dinheiro para tudo.
O valor é indefinido porque tudo o que for necessário será feito, afirmou. O presidente visitou o centro histórico, entrou em casas atingidas pelas águas que transbordaram do Rio Vermelho e cumprimentou moradores.
Ele subiu a pé uma ladeira na região central e acenou e apertou a mão de quem acompanhava a visita na calçada. Ao lado do ministro da Integração Nacional, Ney Suassuna, e do governador Marconi Perillo (PSDB), fez um breve discurso para cerca de 500 moradores. Nós vamos reconstruir para melhor esta cidade, afirmou o presidente, que permaneceu pouco mais de uma hora no município, tendo sobrevoado a região de helicóptero.
Ex-capital do Estado, a cidade de Goiás fica a 130 quilômetros de Goiânia e é conhecida pelo nome de Goiás Velho. A principal atividade econômica é o turismo. No fim de 2001, recebeu o título de patrimônio histórico da humanidade pelo Fundo das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Uma das principais atrações do centro histórico é a antiga casa da poetisa Cora Coralina, morta em 1985. No local, funciona um museu que foi devastado pela enchente. Faço até um apelo para que os turistas voltem a Goiás. Goiás precisa ter turismo e vai ter turismo, disse o presidente, após deixar o museu. Fernando Henrique lembrou que o bisavô dele, Felicíssimo Espírito Santo, foi governador de Goiás no século 19 e morou no município. Tenho uma relação direta, pessoal com a cidade, disse ele.
Os R$ 2 milhões anunciados pelo presidente sairão do programa Monumenta-BID, do Ministério da Cultura, que conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Pela manhã, o ministro da Cultura, Francisco Weffort, visitou o local. Apesar das estimativas iniciais dando conta de um prejuízo de mais de R$ 15 milhões, apenas para a restauração das casas, Suassuana disse que as perdas ainda estão sendo calculadas. Fernando Henrique contou que empresas como Furnas e Eletrobras estão dispostas a contribuir com recursos por meio da Lei Rouanet.
O presidente recebeu um abaixo-assinado com pedido de ajuda de moradores e comerciantes da beira do rio. Ele elogiou o esforço da comunidade: A população já está reconstruindo, com apoio total do governador e meu.


